Pajé também é mulher

Natural da aldeia de Mutum, no interior do Acre, Hushahu Yawanawá sempre teve vontade de experimentar o uní, nome indígena para a ayahuasca. No entanto, seu povo dizia que as mulheres podiam morrer ou enlouquecer após consumir a bebida. “Percebi que isso era só um discurso dos homens para evitar que fizéssemos parte do ritual”, conta ela, que participou pela primeira vez de uma celebração de uní aos 14 anos. Naquele momento, ela soube que queria seguir o caminho da espiritualidade.⁠

Instagram: midiaindiaoficial
Foto: @jorgelepesteur / Revista Gol

Hushahu viveu praticamente reclusa até os 18 anos, e depois se embrenhou na mata por 1 ano e 3 meses em seu ritual de transformação. “Cheguei a acreditar que não conseguiria, mas toda vez que me perguntava por que tinha aberto mão de tudo para viver aquilo, os espíritos me respondiam ‘porque você é uma mulher’”, conta ela, que no início dos anos 2000 retornou para o convívio na aldeia como primeira pajé de seu povo. A partir daí, passou a incentivar todas as mulheres a participarem dos rituais de uní e a trabalharem. No link da bio, você confere a história completa de Hushahu. Vai lá!⁠

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