Ruínas de culto misterioso milenar recém-descobertas podem mudar o que sabemos da pré-história

Descobertas arqueológicas recentes em AlUla, cidade na Rota do Incenso, a noroeste da Arábia Saudita, podem reescrever nossos conhecimentos sobre a pré-história a partir de ruínas de construções ligadas a cultos milenares da região. Chamadas de mustatils, expressão em árabe que significa “retângulo”, as imensas estruturas datam do período neolítico, e podem ser as mais antigas construções em pedra da história. VIVIMETALIUN

Os mustatils da região de Alula precisam ser vistos do alto pelo tamanho das construções
Os mustatils da região de AlUla precisam ser vistos do alto pelo tamanho das construções

As construções datam de 6000 a 4500 anos antes da era comum, e se formam a partir de grandes pedras empilhadas e espalhadas em linhas retas que formam os retângulos do nome, com larguras de cerca de dois metros e comprimentos maiores do que quatro campos de futebol. A “idade” das estruturas é anterior, por exemplo, a Stonehenge e à primeira pirâmide egípcia de Gizé e, além dos mustatils, a região também apresenta ruínas de casas e assentamentos construídas no período.

As construções recontam o que sabíamos sobre a pré-história na região
Datando de até 8 mil anos atrás, as construções recontam a pré-história na região

Inicialmente apelidadas de “portões” pelo formato, os mustatils foram descobertos em AlUla incialmente na década de 1960, mas não se sabia então o que eram as formações. A Arábia Saudita se manteve fechada para missões arqueológicas até 2019, e por isso os sítios permaneceram praticamente intactos: as mais de 1,6 mil construções se espalham por um impressionante espaço de 300 mil quilômetros quadrados, com algumas estruturas pesando 12 mil toneladas, mais pesadas que a totalidade da Torre Eiffel.

Algumas construções superam o peso de 12 mil toneladas
Algumas construções superam o peso de 12 mil toneladas

A conclusão de se tratar de um local onde aconteciam cultos partiu da descoberta de muitos crânios, ossos e chifres de animais em pequenas câmaras nas extremidades das construções. Não há, nos espaços, indicações de que os animais eram mantidos para uso doméstico, nem restos de outras partes dos corpos dos bichos, com artefatos que sugeriam práticas organizadas de rituais.

Diversos mustatils da região de AlUla
Diversos mustatils da região de AlUla. AAKSAU/Royal Commission for AlUla

As construções confirmam a presença de grupos com habilidades e conhecimentos profundos e específicos por longos períodos, e há ainda muitas descobertas por vir: dos 1,6 mil mustatils, somente 5 foram escavados. Os estudos são de arqueólogos da Universidade da Austrália Ocidental, que trabalham em AlUla desde 2018: a reportagem da BBC pode ser lida aqui. via

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